A casa em que Bernardo Sayão e o Presidente Juscelino Kubistchek ficaram, enfim e de fato, será abraçada pelo poder público de Açailândia

Câmara de Vereadores, na pessoa do Vereador Carlinhos do Fórum, quer ver um pedaço importante da história de Açailândia preservada. Prefeito Aluísio apoia a ideia

Por Ricardo Becker em 21/07/2020 às 11:24:43
Foto: Prefeito Aluísio Sousa e o Vereador Carlinhos do Fórum

Foto: Prefeito Aluísio Sousa e o Vereador Carlinhos do Fórum

A casa que virou símbolo de Açailândia, desabou por conta das fortes chuvas,fato negativo em nossa história, isso todos sabem. Mas que ela é, ou pelo menos era, o maior símbolo histórico da cidade, penso que isso, muitos não sabem. Ela foi construída em 1958, serviu de base para os empreiteiros responsáveis pela BR-010, rodovia que deu origem ao município e que abrigou personalidades importantes, como o engenheiro Bernardo Sayão e o ex-presidente Juscelino Kubistchek no início da abertura da estrada que liga Belém a Brasília (BR010).

Casa simbolo da história de Açailândia

Sempre foi desejo da Câmara Municipal, da Academia de Letras, além de órgãos públicos e privados da cidade, e olha que isso faz tempo, mas a casa de leis resolveu ir fundo por sua restauração, e o vereador responsável por esta indicação, é Carlinhos do Fórum, sua indicação já está tramitando e tem a adesão de todos os vereadores, inclusive do chefe do executivo da cidade, o prefeito Aluísio Sousa, que animado com a ideia, nos contou histórias curiosas sobre a presença destas duas personalidades históricas do país. A casa tombada como Patrimônio Histórico de Açailândia, jamais recebeu um olhar dos poderes da cidade, e infelizmente, a estrutura veio abaixo antes que isso pudesse acontecer.

Prefeito Aluísio Sousa e o Vereador Carlinhos do Fórum (determinados a empreender o resgate histórico de nossa cidade)
A indicação do Vereador Carlinhos do Fórum, segue uma abordagem consciente, com bons argumentos, assim ele narra seus motivos:

Cópia da Indicação de nº 036/2020

" O município está em pleno desenvolvimento, qualquer lugar que andamos é possível ver obras e mais obras edificadas, muitas vezes apagando, demolindo, modificando locais que, em outros tempos, construíram a história e a cultura de nosso município Nossa velha e péssima mania de esquecer a dor, as cicatrizes, a história, a própria história. Açailândia que com seus 39 anos, quase dez mandatos de prefeitos, com mais de 1 dezena deles, esqueceu sua origem, por estes longos períodos. A máxima de nossa cidade, digo de quem esteve no poder e teve condições de fazer e não fez, das histórias que foram importantes, mas que muitos insistem em não lembrar, um povo que não tem memória não tem vida, não tem destino, não tem vitória... Nossa proposta é que o Poder Executivo apresente uma lei para preservar nosso patrimônio, de respeito a nossa cultura e história, possibilitando que outras pessoas vejam como nossa cidade tem uma história cheia de riquezas históricas". Com isso e diante disso, o passo principal a ser dado é a restauração desta memória escrita pelo destino que tem como atores principais, a pessoa do Presidente da época, Juscelino Kubistchek e o "bandeirante moderno", Bernardo Sayão, a casa que os hospedou precisa ser urgentemente restaurada, trazida a vida e eternizada. A história tem que ser contada, jamais esquecida e não podemos aceitar, nós, mas principalmente nossos representantes do poder, que se perca no tempo a luta de homens que fizeram a diferença em prol do nosso município.

Nas fotos: O engenheiro Bernardo Sayão, Presidente Juscelino Kubischek e trabalhadores

"Pela primeira vez na sua história, Brasília sustou a respiração, sentindo que lhe faltava ar nos pulmões. Havia tristeza e ansiedade. Respirava-se silêncio e consternação". A frase de Juscelino Kubitschek lembra o único dia em que as obras da capital pararam, há exatos 50 anos. Do presidente ao operário, todos interromperam o trabalho quando souberam da morte do engenheiro Bernardo Sayão. Era 15 de janeiro de 1959 quando o rádio noticiou o acidente que tirou a vida de um dos primeiros diretores da Novacap. Uma árvore caiu na barraca de Sayão, durante as obras da estrada Belém/Brasília, em Açailândia (MA), e ele não resistiu

Sayão, que morreu aos 57 anos de idade, era responsável pela infraestrutura da capital - redes de água, esgoto, luz, telefone, estradas, etc. Trabalhava lado a lado com os operários e não deixava a construção andar em marcha lenta. Por isso, fez-se questão que ele fosse enterrado em Brasília. O Cemitério Campo da Esperança, no fim da Asa Sul, teve de ser aberto em uma noite para receber o primeiro túmulo.

O cortejo reuniu centenas de pessoas, que caminharam da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, na 307/308 Sul, até o cemitério. O acidente impediu o engenheiro de ver a inauguração de dois sonhos: Brasília e a rodovia que ligaria a cidade a Belém (PA). No fim dos anos 60, Sayão estava empenhado em colocar a estrada para funcionar. Faltando pouco mais de duas semanas para entregar a via, ele foi atingido pela árvore. Reza a lenda que o Curupira (figura do folclore brasileiro), irritado com o desmatamento, tenha provocado a morte do pioneiro. Outros creem que ele foi levado por tribos indígenas.

Fonte: NosCorredoresDoPoder

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